Câncer de MAMA: Vamos Falar?

 

Embora possa ser um tema difícil de tratar, falar abertamente sobre o câncer pode ajudar a esclarecer mitos e verdades e, com isso, aumentar a chance de enfrentamento da doença. Um em cada três casos de câncer pode ser curado se for descoberto logo no início. Mas muitas pessoas, por medo ou desconhecimento, preferem não falar no assunto e acabam atrasando o diagnóstico. Por isso, é preciso desfazer crenças sobre o câncer, para que a doença deixe de ser vista como uma sentença de morte ou um mal inevitável e incurável. Alguns tipos de câncer, entre eles o de mama, apresentam sinais e sintomas em suas fases iniciais. Detectá-los precocemente traz melhores resultados no tratamento e ajuda a reduzir a mortalidade.

Lembre-se de que nenhum artigo ou material não substitui o diálogo entre você e o profissional de saúde. Informe-se, tire suas dúvidas e decida o que é melhor para você.

O que é câncer de mama?

 É uma doença resultante da multiplicação de células anormais da mama, que forma um tumor com potencial de invadir outros órgãos. Há vários tipos de câncer de mama. Alguns se desenvolvem rapidamente e outros não. A maioria dos casos tem boa resposta ao tratamento, principalmente quando diagnosticado e tratado no início.

O câncer de mama é comum no Brasil?

Sim. É o tipo mais comum, depois do câncer de pele, e também o que causa mais mortes por câncer em mulheres.

Só as mulheres têm câncer de mama?

Não. Homens também podem ter câncer de mama, mas isso é raro (apenas 1% dos casos). Em 2016 57.960 casos novos estimados. Em 2014 foram 14.622 mortes.

O que causa o câncer de mama?

 Não há uma causa única. Diversos fatores estão relacionados ao câncer de mama. O risco de desenvolver a doença aumenta com a idade, sendo maior a partir dos 50 anos.

Comportamentais/ambientais

  • Obesidade e sobrepeso após a menopausa. Sedentarismo (não fazer exercícios).
  • Consumo de bebida alcoólica.
  • Exposição frequente a radiações ionizantes (raios X, mamografia e tomografia).

Fatores de risco História reprodutiva/hormonais

  • Primeira menstruação (menarca) antes de 12 anos.
  • Não ter tido filhos.
  • Primeira gravidez após os 30 anos.
  • Não ter amamentado.
  • Parar de menstruar (menopausa) após os 55 anos.
  • Ter feito uso de contraceptivos orais por tempo prolongado.
  • Ter feito reposição hormonal pós-menopausa, principalmente por mais de cinco anos.

Hereditários/genéticos História familiar de:

  • Câncer de ovário.
  • Câncer de mama em homens.
  • Câncer de mama em mulheres, principalmente antes dos 50 anos.

 A mulher que possui alterações genéticas herdadas na família, especialmente nos genes BRCA1 e BRCA2, tem risco elevado de câncer de mama. Apenas 5 a 10 % dos casos da doença estão relacionados a esses fatores.

É possível reduzir o risco de câncer de mama?

Sim. Manter o peso corporal adequado, praticar atividade física e evitar o consumo de bebidas alcoólicas ajudam a reduzir o risco de câncer de mama. A amamentação também é considerada um fator protetor.

Quais são os sinais e sintomas do câncer de mama?

  • Caroço (nódulo) fixo e geralmente indolor.
  • Alterações no bico do peito (mamilo).
  • Pele da mama avermelhada, retraída ou parecida com casca de laranja.
  • Pequenos nódulos na região embaixo dos braços (axilas) ou no pescoço.
  • Saída de líquido anormal das mamas.

Essas alterações precisam ser investigadas o quanto antes, mas podem não ser câncer de mama.

Câncer de Mama possui Tratamento?

Todo câncer de mama precisa ser retirado em cirurgia parcial ou total. Entretanto, em alguns casos, a cirurgia é combinada com outras terapias. A escolha do tratamento depende de fatores como a presença ou ausência de receptores hormonais, estadiamento do tumor, estado de saúde e perfil do paciente.

Caso você perceba algo diferente em seu corpo, busque um auxílio de um médico ou profissionais qualificados. Prevenir é a melhor solução, identificar a doença no inicio, traz melhores resultados no tratamento.

#Cuide-se

Fontes: consultores médicos da Fundação do Câncer e Instituto Nacional de Câncer (Inca). As informações apresentadas não substituem a orientação e avaliação personalizada do profissional de saúde de sua confiança – médico.

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